Iniciativas

Trabalho e Recompensa

Contrariamente ao que pode sugerir a frequência de mensagens neste blogue, o GEPPAV não tem estado parado. Entre outras direções de investigação que sempre vão surgindo, a atenção maior tem sido dirigida para a pesquisa sobre a mineração em Vilar de Mouros no século XX, uma temática de grande interesse para a história da freguesia e do concelho de Caminha. As imagens insertas (uma à superfície no Castelhão e outra, subterrânea, na Fonte Nova) mostram a faceta mais dinâmica desta atividade em curso que, contudo, exige também aturada pesquisa documental. Se os objetivos forem cumpridos, contamos apresentar resultados no próximo ano de 2013 num caderno do património especial que incluirá ainda um valioso trabalho sobre a nossa realidade mineira da autoria da geóloga Raquel Alves, com quem o GEPPAV tem vindo a colaborar desde 2007. Entretanto, como não somos feitos de ferro (apenas de volfrâmio e estanho), antes da merecida pausa estival fomos conhecer o restaurante Muralha de Caminha, um nome apropriado para um novo estabelecimento hoteleiro que não hesitamos agora em recomendar.

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Maqueta restaurada apresentada no Almoço de Reis

Graças à mestria de Alberto Constantino, foi possível apresentar no Almoço de Reis, realizado no dia 1 de Abril, a maqueta restaurada do Hotel Porta do Sol (Caminha). Recentemente oferecida ao GEPPAV pelo seu encomendador — o construtor civil Luís Silva — trata-se de uma das últimas maquetas em gesso feita pela plêiade de maquetistas vilarmourenses, a derradeira mesmo de Manuel Renda que em 1989 a realizou em conjunto com o seu sobrinho Alberto Constantino. Junta-se agora às restantes maquetas restauradas por iniciativa do GEPPAV para a exposição de 2009 na Estufa do CIRV que, estando bem guardadas, precisariam contudo de um local condigno para ficarem em mostra permanente em Vilar de Mouros.

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Melhoramento na sala do GEPPAV

obras
Com a contribuição de todos, com destaque para o nosso digno representante na direção do CIRV — o Diretor Plácido Souto —, a sala do GEPPAV foi substancialmente melhorada na passada sexta-feira, antecedendo mais uma reunião de trabalho. Uma das paredes foi revestida a corticite, uma aparente pequena obra que, contudo, ao possibilitar a afixação da cartografia da freguesia em muito boa escala — obrigado ao arquiteto vilarmourense Jorge Alves pela ajuda desinteressada neste capítulo—, vem facilitar o labor nesta área tão importante para a construção do conhecimento histórico. Um bom exemplo é a tarefa que estamos agora a desenvolver: a localização aproximada das propriedades da Igreja na freguesia de acordo com o tombo da mesma do século XVI, há alguns anos transcrito pelo nosso amigo paleógrafo António França Amaral. Um trabalho moroso, por vezes frustrante pela ausência de informações rigorosas na identificação precisa de cada propriedade, mas que certamente vale pelo conhecimento acrescido sobre a geografia dos lugares e caminhos, a economia e a toponímia de Vilar de Mouros em época tão recuada — possibilitando, posteriormente, o confronto com tempos mais recentes e a própria atualidade.
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8.º aniversário comemorado com visita ao Castro de São Lourenço

Castro S.Lourenco Esposende
São já oito anos de atividade aqueles que leva o GEPPAV, motivo de merecida comemoração. Primeiro gastronómica — em simpático restaurante ancorense de sabor brasileiro —, seguindo-se a habitual visita de estudo, desta vez ao Castro de São Lourenço (Vila Chã, Esposende) e ao seu novo Centro Interpretativo. Aqui fomos recebidos pela arqueóloga municipal Ana Almeida que amavelmente nos guiou pelas modernas instalações inauguradas em Agosto passado, culminando anos consecutivos de campanhas de escavação arqueológica sob a direção do Professor Carlos Alberto Brochado de Almeida da Universidade do Porto. Sorte a dos esposendenses, particularmente dos jovens em idade escolar, que têm agora à sua disposição um apelativo módulo de aprendizagem, introduzindo o posterior percurso pedestre por entre as edificações castrejas postas à vista pelos arqueólogos, algumas delas recriadas na sua forma original para mais fácil perceção de épocas longínquas. Escusado será dizer que no concelho de Caminha, também em Vilar de Mouros (Monte do Crasto), são diversos os sítios de interesse arqueológico, alguns deles objeto no passado recente de significativas campanhas de escavação — com destaque para o Coto da Pena (Vilarelho) e a Cividade de Âncora-Afife — que mereceriam a mesma atenção, valorizando a nossa História e contribuindo para a dinamização do turismo cultural e pedagógico. Aqui tão perto, Esposende é um exemplo a seguir.

"Dos caiadores..." - A Exposição

Exposição Estucadores
Na mesma ocasião do lançamento do novo trabalho do GEPPAV, “Dos Caiadores aos Estucadores e Maquetistas Vilarmourenses”, no próximo Domingo, pelas 11 h, no CIRV, é inaugurada numa renovada Estufa anexa (pertencia à antiga Fábrica de Serração) uma Exposição subordinada ao mesmo tema onde serão exibidas maquetas restauradas para o efeito, ornatos de estuque e muitas imagens de trabalhos realizados por artistas vilarmourenses. A mostra ficará patente até ao dia 29 de Novembro, estando aberta às Sextas, Sábados e Domingos das 15 h às 19 h. Importa dizer que tanto a edição como a montagem da Exposição contaram com o apoio logístico e financeiro da Câmara Municipal de Caminha e da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros.

Visita da Universidade Sénior

exterior
No passado sábado, 2 de Julho, o GEPPAV teve a grata oportunidade de receber na freguesia a visita de um grupo de alunos, responsáveis e docentes da Universidade Sénior do Rotary Club de Caminha que aqui vieram para melhor conhecer a Igreja Paroquial. A acompanhar o grupo vinha o Dr. Eduardo Pires Oliveira, doutorando na Faculdade de Letras da Universidade do Porto com a tese "André Soares e o rococó no Minho". Este investigador teve a oportunidade de apreciar a talha da igreja, chamando a atenção para os retábulo-mor e altares laterais barrocos, para além do tecto da capela-mor, em caixotões, com pinturas alusivas à Paixão de Cristo. Foi salientada, ainda, pelo Dr. Eduardo Oliveira, a produção de cereais vilarmourense que aparece constantemente nas preocupações do donatário, a Capela de S. Pedro de Rates, da Sé de Braga, dado que na documentação que ainda se conserva aparecem frequentes referências a consertos de tulhas, celeiros e estruturas ligadas às rendas de milho que a freguesia era obrigada a entregar. 
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